terça-feira, 20 de setembro de 2016

Podres poderes...




Até onde pode ir a insensatez de uma nação? Até onde os poderosos acreditam que o povo vai aceitar passível a entrega de seus direitos e do seu futuro?

A democracia desce pelo ralo. Os diretos escorrem feito suor, no rosto das pessoas neste inverno calorento do Brasil.  

O Cunha caiu. Bem feito. Mas o golpe continua e é cotidiano, transvestido de normalidade.

A sanha neoliberal de explorar o povo, transforma nosso estado que não é nação, em balcões de negócios, representando os escusos interesses do capital especulativo mundial.

Assim, adeus Pré-sal, tchau SUS, bye-bye educação pública, adios CLT. A privatização do aqüífero guarani está na mesa, assim como as tantas e variadas formas de roubar direitos do povo em beneficio das famosas elites, lacraias do atraso, retrocesso e subdesenvolvimento.
E pra bancar esta agenda retrógrada, o governo golpista do #ForaTemer já pôs suas mangas de fora.

O estado policialesco, que sempre esteve enrustido no país resolveu sair do armário.  Um capitão, militar do exercito foi “encontrado” no meio de manifestantes, no melhor estilo infiltrado. Informação desmentida pelas autoridades golpistas que tem menos credibilidade que nota de três reais.

Parece que depois da Copa, das Olimpíadas, o Brasil resolveu promover mesmo a idade media. A truculência, violência e a perseguição aos movimentos sociais organizados é crescente. A criminalização das lideranças políticas de esquerda é uma triste realidade.

Lula, cuja candidatura à Secretaria Geral da ONU era defendida até pelo Presidente Obama, considerado uma das maiores mentes e lideranças políticas da atualidade no mundo foi novamente ultrajado.

O espetáculo midiático montado para apresentar o “crime do Lula” foi um fiasco. O ex-presidente, que teve sua vida devassada juntamente com sua família, foi julgado e condenado pela imprensa golpista, que cumpre o papel que a história já lhe reservou: substrato de sustentação ideológica do golpe.

Mas o PowerPoint do ministério público da republica de Curitiba não conseguiu mostrar nada, a não ser as motivações políticas da perseguição contra o Lula, culpabilizando  sem provas, uma das maiores lideranças de esquerda da America Latina.

Antes, o medo era que o juiz Moro e seus cúmplices da “Operação Lava Jato” estivessem forjando as provas para o impeachment da presidenta Dilma, para a cassação da legenda do PT e para a prisão do ex-presidente Lula. Porém, como a coisa está descambando, estão abrindo mão até de tentar provar, como determina a legislação, bastando apenas a convicção dos inquisidores, transmutados de operadores de direito.

Alias, não tem novidade nesta nova patacoada toda. Pois tirar a presidente Dilma, legitimamente eleita não é suficiente para que o projeto neoliberal de desmonte do estado brasileiro se efetive. É preciso impedir que Lula volte para a direção do governo central. É preciso inviabilizar a esquerda como alternativa contra a barbárie neoliberal.

Para os golpistas, tudo bem se a verdade for a primeira vitima desta armação, cujo custo vai ser a paz e a tranquilidade em nosso país. E por favor, não coloquem a culpa no PT ou no Lula no que pode acontecer no Brasil.


O ódio e a intolerância são crescentes. Até a Rede Golpista está sentindo na pele o mal que ajudou a plantar. Após a morte de um dos protagonistas da novela das oito, manifestações de rancor irracional foram dirigidas a emissora: Camila Pitanga, grande artista e profissional, está sendo atacada por ser petista. A Globo acusada de ser satanista. E pouco a pouco, o estado laico, a presunção de inocência, a legalidade, entre outras pedras fundamentais do Estado Democrático de Direitos vai sendo vilipendiada pelo estado de exceção, onde a convicção religiosa é suficiente para afrontar toda ou qualquer perspectiva de civilidade.

Mas, deixe estar, pois enquanto os “homens exercem seus podres poderes, padres, bichas, negros e mulheres e adolescentes fazem o carnaval...”

O povo que tomou as ruas em 2013, inicialmente por causa dos tais R$ 0,20, após a repressão, inundou nossas cidades por um conjunto de pautas, que estão sistematicamente sendo afrontadas por este governo ilegítimo e seus apoiadores golpistas.

Uma prova disto é a recente manobra no Congresso Nacional para tentar anistiar na calada da noite, os políticos e partidos que fizeram uso do caixa dois. Isto, depois de mais de oito milhões de brasileiros participarem do Plebiscito pedindo a Constituinte Exclusiva para a reforma política e o fim do financiamento empresarial de campanhas, arvore do mal da corrupção nacional.

O povo esta cada vez mais consciente e é crescente a indignação. O povo não está aceitando a tese de que o crime da Dilma foi fazer o que todos faziam cinicamente denominada de “pedaladas fiscais”.  Não está aceitando que o PT pague politicamente o pato, enquanto os outros partidos são preservados, apesar dos crimes, muitas vezes confessos. 
Que Lula comande um esquema de corrupção que segundo a Odrebech existe há mais de três décadas, entregando a lista dos acusados, prontamente engavetado pela operação Lava Jato. Que façam acordos como a cassação de Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados, salvando o criminoso da cadeia merecida, pois o seu pedido de prisão já foi arquivado no STF. E agora, com o Congresso tentando mudar as escondidas  a legislação para não punir ninguém, a não ser quem use a estrela vermelha no peito.  

Mas, principalmente, o povo está começando a entender o retrocesso que a agenda golpista representa aos seus direitos e ao futuro do Brasil. Nas redes, nas ruas, nos palcos mundo afora, o #ForaTemer é crescente. Basta olharmos o índice de reprovação ao seu governo. Com certeza, o posicionamento dos artistas e intelectuais é importante, mas não serão os Tons, os Miltons, seu tons e seus sons geniais que vão nos salvar destas trevas.

Como já se canta, nos atos contra o golpe: greve geral, ação direta é que para o capital. Só o povo na rua vai conseguir reverter este processo.  Só uma greve geral, massiva, mobilizada e organizada pode barrar este golpe. E os tambores já estão batendo, no aquecimento da paralisação do dia 22 de setembro.

E que os paisanos e capatazes não incendeiem o Brasil, pois a primavera está chegando, e a última coisa que queremos é o Brasil em chamas, pois no barril de pólvora que se encontra, qualquer faísca pode virar incêndio e qualquer incêndio devastação.


P.S. Que a primavera traga novos ares para nossa querida nação




domingo, 5 de junho de 2016

Água fria, nos pretensos “donos das minas” e das “fornalhas”



Existem coisas que são finitas. Logo acabam. Entre as varias categorias, existem as que são imprescindíveis para a sobrevivência humana como a água. Logo, criar meios para pesquisar e estudar este bem da humanidade parecia uma boa idéia.

Mas, infelizmente, o que ocorreu em Minas Gerais, não foi bem assim. Certo ex-deputado, ex-secretario estadual de ciência e tecnologia e ex-presidente do PSDB mineiro usou da necessidade e da urgência de novas alternativas para os problemas relacionados à água, pra desviar dinheiro e inundar suas próprias contas bancarias e de seus comparsas.

E até que enfim, um tucano é preso. To até pensando em fazer uma novena.


Na cidade de Frutal, o prédio do instituto da falcatrua parece letra de música do Caetano Veloso: “...tudo parece construção mas já é ruína...”. Grandes prédios, laboratórios, bibliotecas, e outras tantas dependências do instituto criado pelo tucano Caio Narcio estão abandonados, pois, na virada da lata, ficou claro os objetivos desonestos do empreendimento.

Seu filho, atual deputado federal, na mais lógica e tradicional hereditariedade da direita, teve coragem de votar a favor do golpe, denominado pelos golpistas como impeachment, declarando que “votava pelo pai e pela juventude”.

Pelo pai, eu peguei o espírito da coisa: “sem Dilma, pressão dos golpistas igual à operação abafa”. Corrupto querendo pegar quem luta contra a corrupção, pra nada mudar e tudo ficar sempre igual.

Agora o deputado tucano tentar justificar o voto golpista pela juventude? Eu confesso que fiquei confuso. De qual juventude ele devia estar falando?

Será que a mesma juventude que quererem rifar com a política entreguista neoliberal? Que querem acabar com seus direitos sociais e trabalhistas? Ou será que eles acham que privatizar escolas é bom para o futuro da juventude do Brasil?

Ou será que a juventude que ele fala é a da turma do chapéu, que há tantos anos e tantos anos, deram o chapéu em um galerão? 


O DNA golpista tucano é antigo. Vai pelas tantas e tantas investigações empurradas pra debaixo do tapete, culminando agora, com o papelão do relatório do Anastásia no Senado.

Em seu governo tucano, a juventude de Minas conheceu de perto a luta das professoras e professores do estado, na maior greve da história da categoria: “A greve dos 100 dias”. Os casos “ocultos” dos bilhões desviados da educação e da saúde. A criminalização dos movimentos sociais e a perseguição de lideranças. E por ai afora...

Anastasia, que tenta revolucionar a retórica com seu relatório “inepto” como disse o senador Lindeberg Farias, tenta justificar o golpe, julgando Dilma por coisas que ele mesmo fez quando era governador. Isto sem falar na falcatrua de cercear o direito de defesa da presidenta Dilma. Fato límpido e transparente, como as águas que deveriam ter pesquisado.
E por falar em água e por falar em falcatrua, não tem como não deixar de falar das águas profundas do pré-sal.

E ai é falar de tudo que este golpe representa, como a quebra da exclusividade e defesa das tecnologias nacionais que só os bobinhos dos brasileiros da Petrobras sabem fazer. Mas, os entreguistas golpistas querem entregar para o capital especulativo mundial. Afinal não deve ter pré-sal só no Brasil e não deve ser fácil tirar petróleo em águas ultra-profundas, pois se fosse fácil, todo mundo tirava.

Mas as águas vão rolar... ou melhor, já estão rolando.
Será que se o tal Hidroex, o instituto da falcatrua das águas que o ex-presidente do PSDB de Minas Gerais roubou, estivesse fazendo as pesquisas devidas, tragédias como a de Mariana teriam ocorrido?

Pois as barragens de rejeito de mineração representam um risco real em nosso estado. Ou vocês acham que se chama minas a toa? Ainda mais no modelo criminoso de transportar minério por aquedutos, e outras aberrações, como as que permitiram a ocorrência do maior crime ambiental da história do Brasil. 

Enquanto isto, no conta-gotas de investigação contra a direita na Lava-a-jato: Aleluia! Aleluia! Aécio vai ser investigado!

Mas com o controle que os neoliberais ainda têm sobre as estruturas do estado burguês brasileiro, muita água vai rolar ainda debaixo da ponte, até que todas as falcatruas da direita golpista sejam devidamente apuradas e punidas.

Entretanto, a eleição na PUC-Minas, deu uma sinalização do que anda pensando uma parcela importante da sociedade juvenil mineira. A surra que a direita levou nas urnas do DCE, demonstra mais claramente que esta marolinha golpista não vai prosperar.
Um verdadeiro banho de água fria, nos pretensos “donos das minas” e das “fornalhas”.

P.S. #EuTenhoVergonhaAlheiaDoPSDB #AleluiaUmTucanoFoiPreso #QueOgolpeVireAgua #VazaTemer

P.S.2 A secretaria das mulheres do Temer, mal entrou e já querem que ela saia. Razões citam dúzias. Vão desde crimes já denunciados no Ministério Publico, até posições fundamentalistas sobre políticas publicas. Vamos apostar quem será a próxima queda deste palácio de cartas marcadas?
P.S.3 Toda solidariedade ao M.E. de Frutal. Que consigam construir alternativas para a juventude nos equipamentos públicos deteriorados nesta enxurrada tucana.

domingo, 29 de maio de 2016

Sobre o que já é nosso e o que nunca será deles!

A disputa de narrativa é cada vez mais clara. Nesta semana, a mesma imprensa que dá sustentação ideológica para a tentativa de golpe, delimitou os novos vazamentos no Jornal Globo como “grampo”, como a primeira crise do governo provisório de Temer. Engraçado é que em menos de dez dias de des(governo), eu já tinha computado mais de uma dezena.

Só pra ilustrar, as 23 ocupações dos equipamentos do Ministério da Cultura, declararam em alto e bom só, que o “Minc já é nosso, agora queremos a democracia de volta”. E não é o anuncio do recuo neste tema, que vai desmobilizar a patota. A diminuição do SUS foi outra crise anunciada pelo Sinistro da Saúde, desmentido pelo vice-golpista Temer, que tem menos credito que uma nota de três reais.

A pressão pelo retorno da democracia é de baixo pra cima, de dentro pra fora e de fora pra dentro já está dando seus frutos. E quem vai pagar a “ave aquática palmípede lamelirrostra” conhecida como “pato” não pode ser o povo, como quase sempre aconteceu na história de nosso país.
Desta vez, caiu o Presidente Nacional do PMDB, senador Jucá, pego maquinando contra as investigações. O ex-ministro do planejamento era um dos homens fortes do Temer e estava ao seu lado, no Congresso durante a entrega do ensaio do plano de mal. Neoliberalismo no osso. Delcídio do Amaral, por muito menos, perdeu seu mandato no Senado, futuro liquido e certo, do PMDBista Romero Jucá.

Talvez, o que a imprensa golpista não tenha falado é que no áudio do ex-ministro Jucá, ficou claro e evidente a conspiração para derrubar o governo legitimo da Presidente Dilma e suas mais inconfessáveis razões.

Na tentativa de auto-salvação de políticos corruptos denominado impeachment, a diretriz do “doa a quem doer” não agradou quem deve no cartório. E a lista é grande, pescando muitos tubarões do mundo político, como Aécio Neves, outro aliado do governo golpista. Até o Sarney, entrou na rodada, debatendo como salvar o pescoço da turminha golpista.

E na rabeira deste golpe, vem de reboque o super dimensionamento do déficit público, recentemente aprovado no Congresso. Mas as maldades não param por ai, pois o golpe também representa a idade mínima para as aposentadorias, o corte de direitos trabalhistas e sociais, a terceirização, o fim do fundo soberano, entre outras tantas maldades do Temer. O fundo soberano, para os mal informados, é o carimbo na verba para garantia do futuro do Brasil, vinculando as verbas do pré-sal para investimento em educação e saúde.

E pra completar o pacote, o golpista mor, teve coragem de criticar os deputados e senadores do PT que declaram que usarão todas as armas contra a aprovação dos retrocessos na Câmara e no Senado Federal.

Em um débil discurso, o presidente usurpador mantém a posição de que a oposição só deva debater as posições políticas durante o período eleitoral e depois, ajudar o Brasil Varonil. O que Temer se esqueceu de dizer é que não foi este projeto que ele encabeça que o povo escolheu nas urnas. E que ele e seus comparsas fizeram justamente o oposto do que agora quer do Partido dos Trabalhadores.

Até discurso convenientemente vazado, reafirmando os “compromissos” de seu governo ilegítimo o Temer fez. As propostas apresentadas na tal "ponte para o futuro” são tudo o que o povo não precisa e se estiver ligado, vai lutar contra os retrocessos, como alias está acontecendo em muitos lugares do mundo.

Mas mesmo assim não disse em alto e bom som que o momento precisa: foi um golpe.
E que ajudar o Brasil a construir o futuro é se opor a todo este desmonte dos direitos e conquistas do povo.  Ajudar o Brasil é lutar pela volta da democracia, e isto é nosso e nunca será deles. Nunca será!

#AdiósJucá #ForaTemerGolpista #PedePraSairTemer

P.S. Toda solidariedade a jovem que foi vitima desta barbaridade do estupro coletivo. Que o dinheiro do fundo soberano do pré-sal, ajude a educar estes tristes trópicos a respeitar as mulheres.



sábado, 21 de maio de 2016

Fala fino que a conversa agora é outra

Tem gente que não tem a menor ideia da responsabilidade dos espaços de poder que, de um jeito ou de outro, acabam ocupando. Por exemplo, o Serra, que está circunstancialmente a frente das relações internacionais do Brasil. Circunstancias, que em muito em breve devem mudar.

Neste contexto todo, fico imaginando, o quê que este sujeito ia falar, por exemplo, com o Rei africano que deu o seu trono pro Lula?

Ou então, explicar para o Papa Francisco e para o resto do mundo, que usando uma lógica de que a Igreja Católica possui possibilidade de imunidade diplomática para seus representantes, o que tem de mais, dar um passaporte diplomático brasileiro para tentar salvar o Cunha, afinal ele também tem uma igreja.

Talvez, a rasa compreensão tucana, do mundo que cerca o Brasil não permita o ministro golpista do Temer, entender o tamanho da encrenca que eles compraram. Será que o Serra sabe que o Vaticano é um país? Inclusive um dos poucos, que mantém relações diplomáticas com todos os outros.

Será que ele consegue mensurar o nível de reconhecimento e respeito que o campo democrático e popular, representado atualmente pela presidente Dilma, galgou em determinados lugares, deste pequeno ponto azul que orbita em torno do sol?

Será que imagina, o sentimento de gratidão dos dirigentes de certas nações, quando Lula quebrou as patentes dos remédios para a AIDS, em um firme posicionamento internacional, viabilizando a salvação de grande parcela da população da África, nosso continente irmão?
Mas esperar o quê de quem, como disse Chico Buarque de Holanda, se acostumou “a falar fino com os países ricos e falar grosso com a Bolívia”?

As lambanças deste governo golpista, reverberam e repercutem mundo afora. Dentro de nosso país, as reações contra toda esta farsa de impeachment são cada vez mais contundentes.

Importantes segmentos ligados do direito discutem seriamente a constituição de uma nova entidade representativa, já que o posicionamento dos dirigentes da Ordem dos Advogados do Brasil, optou pelo retrocesso e entreguismo que este golpe representa.

Nos palcos, nas ruas, nas redes, a denuncia e combate ao golpismo é uma realidade. O povo brasileiro está cada vez mais está mais consciente do que está em jogo. E não é só a composição do ministério, que tem menos mulheres e negros que o Power Ranger.

E a tendência é que outras tantas nações se posicionem, como os países que já exigiram o retorno de seus embaixadores.

No campo econômico, as sanções já começaram, como os Russos que já embargaram a compra de carne brasileira.

Imagino, por exemplo, se os Chineses, não compactuando com esta tentativa de golpe de estado, embargarem as importações brasileiras, deixando a soja estragar no pé, por quando tempo será que os ricos latifundiários de nosso país manterão o apoio ao ilegítimo governo de vice-vigarista Michel Temer e sua corrida maluca: pegue o povo.

Isto tudo, a poucos dias de entrada em operações o banco dos BRICS, conquista contra-hegemônica deste novo mundo multipolar.

O modelo do golpe, que tenta tomar o poder no Brasil, já foi aplicado em outras nações sul americanas. Honduras em 2009, com a deposição do Zelaya e do ex-bispo católico Lugo, presidente deposto do Paraguai.

Porém, erraram nos cálculos ao considerarem que no Brasil ia ser o mesmo passeio. Erraram no tom, erraram no volume, mas sobretudo, erraram no discurso. E no batidão do role, nem o passaporte diplomático vai salvar, esta turma que toma trote até de radialista estrangeiro.

Mas o governo provisório, interino, passageiro e temporário tem dias contados. E o tic-tac do relógio da historia que é infalível e cobra alto suas faturas.

#ForaTemer #NãoAoGolpe #BoraPularNaPiscinaJessica #EstáTendoLuta



quarta-feira, 4 de maio de 2016

#FogoNaBabilonia

Temer, conseguiu. Entrou pra história como o grande articulador do golpe, falando em união no país que ele ajudou a dividir.

Traiu as pessoas que votaram na chapa encabeçada por Dilma, do qual ele inclusive foi ministro e demonstrou toda sua incapacidade de articulação política.

Traiu seus correligionários, que mesmo vindo de um estado que majoritariamente não apoiou o governo federal, manteve a sua indicação na presi
dência do partido e na linha de frente da aliança com o PT, ocupando a candidatura à vice-presidência, na chapa vitoriosa nas urnas.

Traiu a democracia. Pois é golpe, arquitetar a tomada do poder, chegar à presidência sem votos, nem eleição, impeachment sem crime de responsabilidade.

Usando a força da máquina partidária que sempre esteve a frente do poder institucionalizado,  travou o governo e traiu o Brasil.

Com uma mão, operava usando seu serviçal mais medonho e meticuloso, réu prestes a ser julgado e provavelmente condenado, mas que ainda está na frente da Câmara dos deputados.

Cunha bombardeou o governo com pautas bombas, elevando o gasto publico, jogando funcionalismo contra o estado, e inviabilizando as votações importantes para o país sair da crise. Atacou a sociedade com as pautas mais reacionárias como a diminuição da maioridade penal, a terceirização e fim de vários direitos trabalhistas, e por ai afora. Simultaneamente, travava a sua própria cassação no processo da comissão de ética. Assim como também, atrapalhava as investigações da Lava jato, da qual ele é réu. Fatos denunciados pelo Ministério Público Federal.


E com a outra mão, Temer, a força revelada atrás do golpe, tenta enganar a sociedade, com um discurso de conciliação que ele já se mostrou incapaz de basilar. Seu golpismo deslavado, tendo ainda Cunha, na linha de sucessão de Dilma, só torna mais sórdido e inaceitável o golpe que querem aplicar. Golpe, dito em alto e bom som. Golpe contra o Brasil. Golpe contra o povo. E muita coisa precisa ser dita, em alto e bom som, já que o Brasil virou o país da conversa não autorizada.

O Brasil está em risco. A ruptura do pacto federativo será conseqüência direta de um possível afastamento da Presidente da Republica. Os seus sucessores serão sistematicamente massacrados, até o poder cair no colo dos militares. Já vimos este filme e não gostamos nem um pouco do enredo.
Conceitos basilares do estado democrático de direito, escorreram ralo abaixo, levando, aos pouquinhos, o cimento de nossa combalida democracia.

As mesmas empresas que emprestavam seus veículos para os torturadores da ditadura militar defendem o mesmo projeto de país, elitista e excludente. Uma pátria sem povo, composta pelos privilegiados e seus serviçais subalternos, subjugados na sua soberania, subtraídos na sua cidadania.
As manifestações de fúria e de ódio são crescentes, desmanchando no ar com a sobriedade e lucidez que as instituições do estado carecem. A mídia golpista, em conluio com setores do Ministério Público e Judiciário realizam a maior tentativa de desconstrução política e enviesamento da verdade. De furo em furo. De vazamento em vazamento.

E tem muitos vazamentos no encanamento da lava jato.
Tem muito vazamento, que em épocas mais serias de nossas instituições, foram tratados com a devida vênia senhores, como por exemplo, no governo Lula, quando o Supremo Tribunal Federal considerou-se afrontado pela suspeita de que seu então presidente teria sido vítima de escuta telefônica.

Naquela ocasião, o governo Lula preservou a dignidade da Suprema Corte, para que as suspeitas fossem livremente investigadas e se chegasse, assim, à verdade dos fatos. Mas parece que agora as coisas são diferentes: tipo grampear a presidência da republica e divulgar pra imprensa, no calor do movimento golpista, criando manchete pra mídia aplaudir.
Mas Dilma pode ficar tranqüila. A luta pela legalidade, pela democracia e pela soberania popular tem muito apelo e muitos lutadores.

Em outras épocas, unificou a juventude brasileira. Uma ampla frente pela volta das liberdades democráticas que agora são novamente afrontadas. Que as lições do passado, sirvam de inspiração neste momento de destemor. Não aceitaremos o golpe. Não aceitaremos a venda do futuro do Brasil. Não aceitaremos, seja lá qual o nome que os golpistas quiserem por.

A luta, única alternativa para a garantia e defesa de nossos direitos precisa ser travada em muitas frentes. Pautas históricas de vários movimentos progressistas estão em risco. A democracia, conquista primeira do povo, não será novamente violentada pela sanha desta elite reacionária e fascista. O golpe, que caminha a passos largos só será barrado com o povo se organizando para o combate.
Todas as frentes se resumem agora na defesa da democracia. Na defesa não da pessoa da Dilma, não da presidenta, mas ao direito de ter no cargo mais importante do Brasil uma pessoa escolhida pelo voto.

A Constituição, conquista do povo brasileiro reconhece no parágrafo único do artigo primeiro que todo poder emana do povo, que o exerce diretamente, ou por seus representantes democraticamente eleitos.

E por mais difícil que esteja a situação, crise econômica, crise política, impopularidade, não gostar do PT, não curtir o penteado da Dilma, etc, não são motivos para o afastamento da principal liderança de nossa nação.

Por isto, precisamos ampliar as pontes de dialogo com a sociedade, desmontando esta versão da história que querem inventar. Sem bola é falta. Sem crime é golpe.
E o povo será protagonista nesta história, tantas e variadas vezes, mal contada. Mas protagonismo significa ação.

No mundo todo, lideranças políticas já demonstraram solidariedade com o povo brasileiro e contra toda esta farsa golpista.  Manifestações de ruas são realizadas em centenas de cidade de dezenas de países contra o golpe. A mídia internacional denuncia sistematicamente o golpe.
As manifestações de rua são crescentes e iram ampliar cada vez mais. Ainda mais agora que o Temer explicitou o seu projeto do mau, com FIESP, Aécio, Serra e más companhias ilimitadas e com os indicativos de Dilma realinhar o rumo do governo, em consonância com o programa, pautas e compromissos que a elegeram.

E sabemos que apesar de toda sabotagem impetrada por dentro das instituições do Estado, pelo resto de vergonha na cara das pessoas serias deste país, Dilma fica e Cunha cai.

P.S. Deixe estar Temer. Tá até montando governo, convidando ministro e tudo mais. Se o golpe prosperar, o Brasil vai parar
P.S.2 Não vai pelegar Dilma! Confiamos na sua luta. Confiamos na sua história.

#FogoNaBabilonia #NãoVaiTerGolpe #VaiTerLuta #DilmaFica #CunhaCai 

segunda-feira, 28 de março de 2016

Pedaladas e pedalinhos

Impedimento de um (a) Presidente (a) da Republica (impeachment) é um processo legal no Estado Democrático de Direito. Para isto, se faz necessário a comprovação de um crime de responsabilidade cometido pelo detentor do cargo público mais importante do país. Estas regras estão explicitas na Constituição Federal, referência jurídica máxima do pacto social e legalidade.

Porém, quando o objetivo não é a cumprimento das leis, mas impedir os avanços sociais que o povo conquistou, referenciados inclusive pela ONU, não existe outro nome que não seja golpe.
Os fins não justificam os meios, nem a ilegalidade pode ser usada como meio para chegar a um determinada fim. O que define são as leis. Mas se não tem lei, tudo pode acontecer.

Certa vez, ouvi alguém dizer que todo mundo tem travesseiro, consciência, mas dorme tranquilo quem pode.

A casa grande sempre dormiu tranquila. Diferentemente do povo, que só recentemente teve acesso a certos privilégios, como por exemplo, o consumo de automóveis e pode assim, reclamar do aumento de gasolina durante a maior crise do sistema capitalista.

Que a vida melhorou, o povo não tem duvidas. Que nosso sistema público é cheio de falhas e precisa de ajustes, é óbvio. Mas segundo estudo da ONU, o Brasil foi uma das poucas nações que o povo de forma organizada conseguiu barrar a sanha do neoliberalismo mundial. Que nas gestões petistas, enquanto o mundo todo concentrava renda, o Brasil cresceu e distribuiu virando exemplo reconhecido por varias nações. Prova que nosso povo deixou de ser bobo a muito tempo.

As tais pedaladas ou os tais pedalinhos, são os pretextos para a tentativa de legitimação da mais difundida tentativa de golpe que se tem noticias no mundo. Imaginam que conseguirão dar um golpe de estado por dentro do estado, porém sem tirar os soldados do quartel.
As reações internacionais a toda esta farsa dantesca já começaram com posicionamentos de importantes lideres latino-americanos. OEA, Bolivia, Argentina são algumas das mais recentes manifestações contrarias a quebra da normalidade democrática que a derrubada da Dilma pode significar em nosso continente.

O que muitos poderosos não entendem é que os estados nacionais estão cada vez mais cientes que não podem ser reféns do grande capital, para o bem do seu próprio povo.
Porém, se os privilégios do sono tranqüilo da elite, ameaçam ser ameaçados, ai começam os papagaios de todo telejornal, colocar os mais retrógados e fascistas discursos para fora.

Pra derrubar Dilma, tudo bem que se acabe com a democracia. Que se quebre a Constituição. Que se criem aberrações como um juiz justiceiro, que investiga e julga, tudo junto e misturado, com inovações que remetem a um passado jurídico próximo as linhas praticadas na inquisição, disseminado na classe média, um ódio a política, as instituições e até a própria Republica. São claras as manifestações publicas de ódio e autoritarismo emanadas em varias das manifestações pró-golpe, carinhosamente chamado de impeachment , por esta máquina burguesa de seqüestro da verdade e da memória que se instalou no Brasil.

A escancarada tentativa de golpe, que fraturou o seio da sociedade, ampliou o tensionamento nos conflitos históricos que nosso povo trás na memória e suas conseqüências no cotidiano.
E o grande crime cometido pelo lideres de esquerda que representaram o povo na Presidência da Republica, foi avançar no processo de democratização do Brasil. 

Até os mais mal informados, sabem que quem pela primeira vez, combateu de verdade a corrupção foi o campo democrático popular, representado por Lula e Dilma, os partidos progressistas e os movimentos sociais sérios. E só olhar quem lutou pelo fim do financiamento de campanhas por empresas, árvore do mal da corrupção de nosso país.

A mídia esconde a situação das finanças do resto do mundo, tentando esconder o tamanho da crise, o problema dos baixos preços das commoditties, principalmente minério de ferro e petróleo. Tentam colocar o problema da crise econômica como uma exclusividade de nosso país e culpa de nosso governo. Tentam a todo curso criar uma realidade paralela, fictícia como suas novelas, para que o povo esqueça como era a vida antes dos recentes avanços.

De quebra, estão quebrando setores econômicos tradicionalmente ligados a exportação de produtos com grande valor agregado, como a construção civil pesada nacional e as cadeias produtivas de óleo e gás. Estão querendo entregar a Petrobrás, com a quebra da exclusividade nacional de domínio das tecnologias de extração em águas profundas. E sem pressão popular, os fundos que garantem o futuro de nosso país estão ameaçados, dando uma pedalada na soberania do país e retrocesso em pautas históricas de nossa nação.

Além, das reações internacionais, uma nova frente de luta está se articulando no Brasil, unificando a “Frente Brasil Popular” e a “Frente Povo Sem Medo” em defesa de um valor primordial para a esquerda brasileira: a democracia.

Frente tem vários significados. Mas na política assume a conotação de vanguarda. A ponta da lança em defesa do certo, do justo e do melhor para o povo brasileiro.

Não importa o nome da frente. Pois todo mundo sabe que pra frente é que se deve andar, e um passo pra frente e não estamos mais no mesmo lugar.
O povo brasileiro e sua infinita sabedoria não vai recuar e pagar a conta desta nova fase no plano do mal de acumulação, roubo dos mais pobres para benefícios dos mais ricos chamado neoliberalismo, ultimo bastião do capitalismo selvagem.

P.S. É a maior crise por que tem mais gente, mais dinheiro e mais problema no mundo.
P.S.2 Em 29, a crise encaminhou o Brasil para a carnificina de 30 e o mundo pra 2ª Guerra Mundial.
P.S. 3  To na mesma linha do socialista democrático que disse: “não sei como vai ser a 3 ª Guerra Mundial, mas se tiver, a quarta vai ser com pedras e paus”. Isto porque sou 

terça-feira, 15 de março de 2016

Pau que dá em Chico, dá em Francisco

Dizem que existe um país. Que neste país tinha uma música que era mundialmente reconhecida como referencia cultural do seu povo, que batucava resignado, apesar das mazelas e da pobreza fartamente distribuída.

Neste país, quem comandava eram os militares. Eles torturavam e perseguiam quem pensava diferente deles. Matavam muitos. Ou melhor, as pessoas desapareciam. Os jornalistas eram silenciados. Os artistas censurados. Os opositores detidos. Ferro e fogo, tudo na maior ordem e progresso.

Ai, teve um tal de Chico. Fina flor da sociedade. Estudou em escolas estrangeiras e tudo mais. Mas, consciente do seu papel, não deixava de usar seu dom mais precioso, na defesa do que era certo. Escreveu belas músicas, tantas várias censuradas.

Mas uma em especial, nas entrelinhas das palavras, questionava a lógica defendida pela esmagadora maioria da sociedade que ele participava. Pois, pra uma sociedade cristã, chamar Deus de gozador era demais.

Milagrosamente, os censores deixaram a música passar. Mas devia-se fazer um corte, alterar um verso. “Tirar a palavra brasileiro”, pois não condizia com contexto de nascer “na barriga da miséria”. No lugar, da palavra censurada, Chico Buarque, improvisou “batuqueiro” e finalizou seu maravilhoso e reconhecido samba chamado Partido Alto.

Talvez, esta simples história possa exemplificar o tamanho do mal que assombra este nosso país.
A elite que usurpou o poder em 64, quer voltar ao poder de qualquer jeito. Isto, no país que vinha de uma tradição escravocrata de mais de trezentos anos e que teve o segundo maior partido nazista do mundo. Tentaram via eleitoral, perderam e não aceitaram. Agora as táticas são outras. Mas a guerra é a mesma.

O motivo do golpe também foi o mesmo. Não deixar que a senzala se libertasse. Não realizar as reformas, que o país precisava e ainda precisa, que o povo ansiava e ainda anseia, mas que a casa grande não queria, não quer e nem vai querer nunca.

Eles não aceitam que enquanto no mundo todo, a desigualdade entre ricos e pobres aumentou, o Brasil foi exemplo, de como crescer e distribuir riquezas.

Porém, a última crise mundial, cíclica e sistêmica, chegou. Veio como uma marolinha, como Lula anunciou. De pouco em pouco. Construída cotidianamente na campanha anti-Brasil impetrada pelos órgãos responsáveis pelo golpe. Nem se preocuparam em esconder ou dissimular.

A cada vazamento seletivo em datas coincidentes, não importando se fosse véspera de eleição, ou de manifestação golpista programada.

A cada informação dada com exclusividade, em antecipações de publicações, usadas para retroalimentar a máquina de propaganda udenista para desconstruir um exemplo de possível caminho, contra a barbárie que o mundo se encaminha, a passos largos.

A cada dose cavalar de pessimismo. De esconder a realidade, a crise foi se instaurando e fortalecendo. Pois, detentores versados dos “saberes” herdados de tantas gerações golpistas e opressoras, entendem que para o povo, o que não é visto, não é lembrado. E o que é visto demasiadamente, acaba virando verdade, independentemente se é verdade ou não.

Assim, super-dimensionam os erros e escondem os acertos.  Setores da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça articulam abertamente com outros setores um golpe contra o governo e contra a esquerda.

A mídia sempre atuando no processo de desempoderamento do governo, com a velha e conhecida tática da critica a ineficiência e corrupção do estado, misturaram a crise econômica com a crise política.

Mobilizaram muita gente com o discurso de ódio, contra a esquerda. Usando as cores verde e amarela, foram sendo criadas as condições para o “golpe branco”. Muitos com a camisa da CBF, entidade comprovadamente corrupta e com estreitos vínculos históricos com a manutenção do poder desta elite raivosa.
E a elite está com raiva.

Nunca aceitaram , que Lula, tantas vezes chamado de semi-analfabeto, enfiasse guela abaixo desta retrograda elite, seu reconhecimento nos mais respeitáveis centros de produção de conhecimento do mundo.

Que acabasse com a fome e tirasse 40 milhões de “batuqueiros” da barriga da miséria, isto durante a maior crise desde a quebradeira de 29.

Nunca aceitaram a lei de cotas ou qualquer política afirmativa. Ver seus filhos dividindo o mesmo espaço privilegiado que os filhos de seus empregados era pedir demais.

Nunca aceitaram pobres terem direito ao acesso e ao consumo.  Dividir espaço nos aeroporto e aeronaves com os ex-pobres, recentemente elevados a dita classe média.

Nunca aceitaram o alinhamento do Brasil, com a Rússia, Índia, China e África do Sul, criando novos mecanismos de desenvolvimento como o banco dos BRICS.

Mas claro, reconhecendo que o governo Dilma teve seus enganos. Mas nenhum tão mortal quanto tentar governar com um programa econômico diverso do que o que a elegeu.
Agora, pra derrotar o governo Dilma e o PT, estão derrotando a democracia, tese comprovada na tentativa de condenar sem julgamento o presidente Lula.

Lula foi seqüestrado pelos agentes do Estado, pois a lei determina que uma pessoa só deva ser levada coercitivamente para prestar depoimento, caso ele seja convocada e se negue comparecer.

Como defende importantes correntes do PT, o sequestro do presidente Lula teve óbvias motivações políticas. Desde o início da “Operação Lava Jato”, sabíamos que o juiz Moro e seus cúmplices estavam forjando as provas necessárias para o impeachment da presidenta Dilma, para a cassação da legenda do PT e para a prisão do ex-presidente Lula.

Infelizmente, parte da esquerda brasileira não acreditou que Moro seria capaz de ir tão longe. Esqueceram que a direita reserva a lei apenas para os amigos. Para os inimigos, nem mesmo a lei. Pois nem sempre pau que dá em Chico, dá em Francisco

Para eles a democracia não tem valor, não importa se existe crime ou não. Só a versão dos fatos apresentados. 

E quanto ao povo, a solução deles é simples, como apresentada no caso da censura: Corta Percival. Afinal a elite não gosta nem de verdade, nem de povo e nem de samba. Mas, como canta outra música do Chico: "Deixe em paz, meu coração, que ele é pote até aqui de magoas, e qualquer desatenção, faça não! Pode ser a gota d'água".



P.S. Ah... não esquecemos que a GLOBO apoiou o Golpe em 64 e a revista Veja tem os mesmos sócios patrocinadores do aparthaid na África do Sul. 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Carnaval, carnaval, eu fico triste quando acaba o carnaval...

Gente, gente...

Este é um texto de 2016 que sumiu do blog "misteriosamente". Vai ver que é por defender a regulação das midias, ainda mais agora, com tanto poder concentrado nas big-tecs e seus algoritimos desalmados... E neste batido de lata, quem dança sem música é o povo.



















Este ano, com minhas condições físicas melhor estabelecidas, resolvi levar meu amigo Gilmar para conhecer o grandioso carnaval de Belo Horizonte. Ele gostou muito, apesar de alguns percalços que sofremos. Acho que é por causa da sua situação difícil. Da sua vida de cão.

Gilmar é um ex-funcionário de uma produtora que trabalhava para o império. Até ai, tudo bem... Sou contra a galera fazer bulling com os atuais funcionários da “Venus Platinada”, ainda mais com os que agora estão do lado certo da força. Pois não podemos confundir, o trabalhador que defende seu sustento na defesa do mal, com o próprio mal.

Afinal, Gilmar é cachorro, mas tem consciência social e sabe que determinadas empresas da grande mídia corporativa não estão do lado de ninguém, a não ser do lucro do patrão. E pra isto, sacrificam no altar da hipocrisia, a consciência de seus trabalhadores, juntamente com a verdade. Mas, não sem resistência! E assim, Gilmar que sempre me fala da sua tese de ocupar e resistir, de lutar por dentro, vai me convencendo aos poucos.

Mas voltando ao carnaval, tive alguns problemas com o Gilmar. Primeiro, ele queria por que queria o meu chapéu de palha para compor seu figurino. Disse que ficava a cara do Chico Sciense e assim, como o famoso bloco do “Galo da Madrugada”, queria homenagear o saudoso artista. O problema era que o calor estava de matar e o chapéu que ele me ofereceu em troca, não fazia muito meu estilo.

Segundo, porque o Gilmar quis ir de camisa preta. E onde já se viu pular carnaval de camisa da cor da bandeira negra, da loucura e da pirataria? E não era por falta de opção não! Gilmar tinha até um manto sagrado do Galo, mas não queria “desorganizar” a sua fantasia. Coisa do Gilmar!

Gilmar é um cachorro muito observador. E nesta nossa sociedade com muito narcis@s e pouca ninfa, todos querem se mostrar, mas não querem que ninguém observe atentamente, e assim, muita gente estranhou o Gilmar. Passavam e olhavam desconfiados para aquele cachorro vestido de preto. Será que pensavam que ele era Black block? E Gilmar sempre com aquela cara incrédula, procurava no meio da festa, entender o espírito da coisa.

Gilmar encontrou alguns intolerantes. Gente que parecia só gostar de cachorro se for quente e com mostarda. Talvez a implicância seja pelo fato do Gilmar carregar um cartaz. Um adesivo colorido que pedia a democratização das comunicações. Afinal, a Constituição do Brasil precisa ser efetivada e os liberais precisam entender que concorrência é parte do jogo e que controle social não é censura.

Mas apesar de tudo, Gilmar fez muito sucesso. Recebeu até um convite pra participar da despedida de solteira de uma noiva! Encontrou com os mano, as mina, as nona, os mala, tudo de boa. Viu a consciência gritar a plenos pulmões, que pode ocupar pra fazer o que quiser, respeitando a coletividade. Viu muitas famílias. Crianças felizes, brincando, como todo carnaval deve ser, mas aprendendo esta importante lição de cidadania. Que a rua é do povo. E que o povo faz a festa!

Pro calor, contamos com a solidariedade de muitas famílias, que acolheram os milhares de foliões na rua, com baldes d’água, arremessadas pelas janelas dos apartamentos da Rua da Bahia.

Lá pelas tantas, Gilmar sentou na sarjeta. Estava pensativo, afinal Gilmar sabe que a vida não está fácil! Que o ano começou e que estamos enfrentando a maior crise humanitária desde a segunda guerra mundial. Que a crise está ai, assim como e os desafios e as oportunidades que ela trás. 

E antes de ir embora, Gilmar resolveu homenagear os garis, que apesar da falta de consciência dos que insistiam em jogar lixo no chão, estavam no meio da folia, mantendo a cidade limpa e ajudando a combater os focos do mosquito da dengue, caso internacional de saúde publica. E Gilmar entrou nesta guerra e caçar mosquito agora é missão. Pelo menos Gilmar já tem a sua raquete.


A primeira disputa da política é semântica. A segunda é semiótica.

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